Le Havre, herança e Património Mundial da Humanidade, , na Normandia, e uma cidade de Arte e História, navegação costeira e dos despor ionistas da França, perto de Paris...tos náuticos e, no Museu Malraux, pode ver a maior coleção de pinturas impress
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Le Havre ou as raízes da Arte Moderna


É verdade que Boudin (o mentor de Monet) nasceu em Honfleur, mas ele começou a pintar e a desenvolver o seu talento em Le Havre. Alguns anos mais tarde, Monet começou a fundação do movimento da Arte Moderna com o seu quadro “Impression, Sunrise”; porque este quadro se encontra no Museu Marmottan em Paris, é muitas vezes esquecido ou omitido que foi pintado em Le Havre, não longe do semáforo. A luminosidade na foz do estuário, é fundamental, como declarou Raoul Dufy mais tarde. Le Havre, o seu porto, a sua praia, as suas regatas inspiraram os pintores mais importantes deste movimento (Pissarro, Sisley, Boudin, Monet, Jongkind, etc.).

Monet e os pintores impressionistas deram à arte um novo sopro de vida ao desafiarem séculos de pintura académica codificada. Esta era da arte ainda continua a ser a preferida do público e a mais fascinante.

Apesar dos pintores impressionistas terem mantido uma forte ligação com a pintura do mundo real, eles conseguiram libertar-se completamente dos grilhões do passado, escolhendo os temas das suas pinturas na vida do dia-a-dia e usando uma forma inovadora de retratar os temas escolhidos. Para a maioria deles eram mais importantes a visão e a investigação pictórica do artista: cada tema merecia tanto interesse como o próximo.

O impressionismo conseguiu dar uma imagem moderna do mundo, escolhendo temas que antes nunca tinham sido abordados; libertados dos ancestrais dogmas pictóricos, os impressionistas desenvolveram uma nova perseção a fim de cumprir o seu desejo de favorecer a "impressão" do instante sobre a construção da mente: pintando a natureza e o motivo, saindo dos estúdios e se encontrando com a realidade. Para o inferno com as históricas ou mitológicas "grandes máquinas" de pintores acadêmicos sob o jugo do detentor do poder; os pintores impressionistas quiseram expressar a simplicidade bela da natureza e /as vidas dos seus contemporâneos.

Todos estes artistas se encontravam em demanda de locais que tivessem sido poupados pela revolução industrial (Barbizon, Normandia...); devido a isto, o seu estilo adquiriu uma certa dimensão sociológica e geográfica.

Começando por Monet em 1860, os discípulos deste movimento, se empenharam na luta contra os poeirentos e antiquados “estúdios de arte” e também contra as convenções fortemente enraizadas no intuito de ser reconhecida e aceite a nova e contemporânea forma de pintar mais realista; eles sempre rejeitaram a busca da beleza ideal e a essência eterna de todas as coisas, que eram tão importantes para os pintores clássicos.

Uma forma independente e rebelde de arte surgiu como uma oposição à arte oficial do Segundo Império. “Eu pinto o que vejo e não o que agrada aos outros verem”: esta frase de Manet, resume o pedido do artista, para dar a sua opinião pessoal e mostrar a sua própria sensibilidade. Os pintores impressionistas introduziram um grande número de técnicas pictóricas: o uso de tons mais claros, a divisão de tons (um tom de laranja é obtido pela justaposição de duas cores puras: vermelho e amarelo), a for ma e o volume eram conseguidos através de traços e cores, em oposição ao desenho do contorno, o uso de camadas...

Se o Impressionismo é agora a epítome da pintura (a paixão que a doação Senn-Foulds criou no Museu Malraux é disto um bom exemplo), sendo importante mencionar que, naqueles tempos, a arte dos pintores era imensamente incompreendida, rejeitada e até desprezada. Mas, venha o inferno ou marés vivas, todos estes artistas continuaram a seguir o caminho que escolheram sem sequer pensar em mudanças para agradar ao público. E, passo a passo, o publico veio até eles.

Boudin - Itinéraires impressionnistes - Le Havre

 

Pierre-Auguste Renoir, Portrait de Nini Lopez, 1876, huile sur toile, Collection SENN, Musée Malraux, Le Havre. Cliché Florian Kleinefenn
Claude Monet, La Seine à Vétheuil, 1878, huile sur toile, Collection SENN, Musée Malraux, Le Havre. Cliché Florian Kleinefenn
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Camille Pissarro, L’Avant-port du Havre. Matin. Soleil. Marée, 1903, huile sur toile, Le Havre, musée Malraux. Cliché Florian Kleinefenn

 

Musee Malraux - Le Havre
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